uma não despedida
Caros amigos. Demorei algumas semanas para escrever depois do nosso final de temporada por conta da emoção que tomou conta de mim. Eu poderia escrever um monte sobre esse último e memorável espetáculo, mas prefiro deixar algumas palavras sobre o projeto como um todo.
Há muitos anos venho procurando realizar espetáculos com a presença de vários grupos voltados ao humor. O primeiro gosto eu tive com Revistando 2003. Também sou fã dos sábados à meia noite desde 1993 quando estreei Vacalhau e Binho nesse horário e acabei ficando oito anos em cartaz.
Em 2004, numa conversa com meu amigo Laert Sarrumor, ele me apresentou a idéia de fazer um Saturday Night Live brasileiro. A idéia dele era fazer um programa de TV mesmo, mas eu não tenho nenhuma experiência em TV, então propus juntarmos as duas idéias: Um espetáculo com vários grupos de humor e um convidado famoso como apresentador. Aí desenvolvi a idéia do rodízio dos grupos, com as notas do público.
Formatei o projeto para uma empresa empreendedora e começamos a procurar patrocinador que viabilizasse o sonho. Em final de 2004 a CSN comprou a idéia.
Levamos ainda 8 meses para juntar a equipe e estreamos em final de agosto de 2005.
45 espetáculos depois, encerramos as duas primeiras temporadas com um sucesso maior que o imaginado.
Antes de mais nada, a sensação de sonho realizado. Ver uma idéia virar uma realidade que contou com a cumplicidade dos 45 convidados que emprestaram sua fama, seu prestígio e seu talento ao nosso projeto, e principalmente do público, que lotou todas as sessões.
Mas ainda mais importante para mim, foi a maravilhosa química que tive com a equipe de criação desse projeto, os redatores Fábio Torres, Laert Sarrumor, Luiz Henrique Romagnolli e Mário Viana e a diretora Ana Roxo. Juntos, nos tornamos uma irmandade artística rara, divertidíssima, que transformou o encargo de criar e avaliar cada espetáculo numa empreitada de muito humor e curtição. Trocamos mais de 10.000 e-mails coletivos, cheios de criatividade e inteligência. Completados pelo talento e competência da equipe de Lafaete Montealegre na criação de cenários e figurinos e pela produção de Humberto Rodrigues formamos um time vencedor.
Finalmente, os grupos. Começamos procurando grupos de teatro que já tinham um trabalho em comédia, mas com o andar da carruagem, novos grupos começaram a procurar o projeto, que se tornou um grande laboratório de lançamento de novos talentos na comédia. A eles também nossos agradecimentos pela confiança.
Sonho realizado. A todos os parceiros minha profunda gratidão pessoal. E um novo sonho, o da continuidade desse projeto, com essa mesma equipe. E de outros projetos com essas mesmas pessoas que acabaram com a solidão do meu fazer teatral.
Escrito por Isser Korik às 01h43
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